Nuvens a oeste

Nuvens a oeste

“Existe uma vitalidade, uma força de vida, uma energia, um despertar, que é traduzido em acção através de ti, e porque só existe um de ti em todos os tempos, essa expressão é única.” – Martha Graham

Nem sempre a mesma memória ou a perenidade de um momemto

Nem sempre a mesma memória ou a perenidade de um momemto

A memória tem o valor que lhe quisermos dar, a lição está em compreender que não vivemos duas vezes a mesma situação nem estaremos da mesma forma, duas vezes, no mesmo sítio. O que parece ser uma monotonia é antes uma mandala de saber subconsciente. O nosso ver está além do olhar…

Gostei desta experiência com uma velha e bem batida (realmente amolgada) nikon 20-30mm f/2.8. A ausência de ruído da D700 é abissal, mesmo tendo já um bom tempo mostra-se um instrumento infalível.

Último dia da Restauração da Independência, ou primeiro dia da Traição Nacional

Último dia da Restauração da Independência, ou primeiro dia da Traição Nacional

Curiosamente passei este último dia da Restauração da Independência com um casal francês sindicalista, investigadores que se encontravam em Portugal de férias e resolveram ver a pequena festa que ocorria nos Restauradores. Foi uma tarde bem passada com partilha de visões sobre estes últimos tempos que a “Fortaleza Europa” passa. Curiosamente convergíamos para as mesmas questões sobre o insucesso na resolução da “crise”. Tal podemos encontrar nesta singela comemoração. Em primeiro, o governo destitui o dia em prol do trabalho, o que não é mal considerado se não estivéssemos a abolir a identidade nacional à qual, agora, apenas consideramos o futebol, telenovelas e fado (contentemo-nos). O mesmo governo não se dignou a estar presente e os parcos participantes oficiais não vou comentar. Curiosamente, alguém apareceu a lembrar-nos de Olivença – esqueçam isso e deviam era pagar mais uns impostos extraordinários por terem saudosismos e não quererem antes estar a cantar “Stars and Stripes” à moda de Wall Street. Finalmente, nem a própria bandeira se ergueu ao vento, um sinal aguardado de esperança… apenas ficou pendurada por uma corda, uma forca, idêntica àquela que subtilmente vão atando a nossa inteligência, por isso resta apenas a continência do marinheiro que a ajudou a erguer. Resumindo, da nossa conversa entre europeus, ficou-nos a ideia comum que não nos unimos porque não temos valores para unir, não temos confiança em quem nos governa, nem sequer confiança na dita maioria silenciosa ou nas “ovelhas negras” saudosistas  dos idealismos de leste. Há que nos reinventar, somos capazes disso, dizia o nosso grande Mestre português, Agostinho da Silva, “Viver interessa mais que ter vivido; e a vida só é vida real quando sentimos fora de nós alguma coisa de diferente;”. Para terminar, apenas um pequeno apontamento – somos um estado laico e se querem terminar feriados… Vale a pena pensar no poder que uns e outros têm e, se calhar, na responsabilidade que verdadeiramente devíamos exigir… a esses outros.

Resta-nos alguma glória, falta saber onde… Já agora, podemos mudar o nome de “Restauradores” para “Já não interessa”, ou “Aterro do Coelho”

 

Get a life or why a pine cone flares

Get a life or why a pine cone flares

Sometimes life is really hard and even a pine cone flares…

A porta – um momento luminoso

A porta – um momento luminoso

Na descida de um passeio pelo Castelo fiquei fascinado pelas cores desta porta, no Chapitô. Boas cores de alegria para estes dias cinzentos.

Verde Limão

Verde Limão

“Verdes são os campos de cor do limão, assim são os olhos do meu coração” – Camões